Por CPI, clima esquenta entre oposicionistas em São Bernardo | Diário Regional

Por CPI, clima esquenta entre oposicionistas em São Bernardo

27/02/2014 10:28
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Fuzari e Minami negaram que chegaram a brigar - Fotos: ArquivoO clima ficou tenso entre os vereadores oposicionistas durante a sessão de ontem (27), na Câmara de São Bernardo. O motivo foi a recusa de Hiroyuki Minami (PSDB) de assinar o requerimento para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que visa a investigar a suspeita de desvio de verba pública na compra dos kits de uniformes escolares entre 2010 e 2012. Segundo testemunhas, o tu­cano teve áspera discussão com Julinho Fuzari (PPS) e ambos quase chegaram às vias de fato.

Ambos negaram que quase brigaram. “Foi um debate entre dois parlamentares que querem ajudar a cidade sobre o que estará no requerimento. Apenas isso”, explicou Fuzari. Minami, não quis dar detalhes sobre o debate, mas salientou que pediu que o projeto tivesse algumas mudanças.

“Precisamos dar mais foco a essa CPI. Não podemos investigar tudo. Ou vamos investigar o caso dos uniformes ou o caso dos tênis. Se não focar vamos esvaziar a CPI. Não podemos esquecer que o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) já fez as investigações e encontrou muitos detalhes”, explicou Minami que esteve presente no encontro dos oposicionistas com representantes do Ministério Público (MP), na última terça-feira (25).

Na reunião, os parlamentares receberam uma cópia do parecer técnico do órgão, no qual há explicação sobre a suspeita de superfaturamento na compra de tênis. No relatório, o MP fez uma comparação entre a compra realizado pela Prefeitura de Santos, em 2008 e que foi feita pelo paço são-bernardense, em 2009. Enquanto o executivo santista gastou
R$ 15,53 por par, a prefeitura são-bernardense comprou o par por R$ 30,25. A prefeitura não quis falar sobre o caso.

Fuzari admitiu que vai fazer as modificações pedidas por Minami, mas que o pedido de CPI continuará tendo o objetivo de investigar a participação de funcionários públicos no suposto desvio de R$ 3 milhões na compra dos kits de uniforme escolar.

Hiroyuki Minami também revelou que, mesmo com as mudanças, ainda vai aguardar o parecer final do MP para avaliar sua assinatura no requerimento, o que mina as esperanças dos demais oposicionistas que esperavam a assinatura do ex-presidente da Casa ainda na sessão de ontem (26). Sete parlamentares – todos de oposição – assinaram o projeto.

Esperança

Fuzari ainda alimenta esperanças de conseguir as assinaturas de ao menos dois vereadores do bloco governista ao requerimento para instaurar a CPI dos uniformes escolares. Segundo o parlamentar, “o nível de esperança, que era de 30% na semana passada, chegou a 60%”. O que animou o popular-socialista foi a aprovação de seu pedido para falar sobre o encontro que teve com o GAECO.

Dos 24 vereadores que votaram, apenas oito foram contrários, sendo sete da bancada do PT (menos Tião Mateus, que não vota por ser presidente da Casa), mais Gilberto França (PMDB). Os outros 16 votos foram dos oito oposicionistas, mais cinco vereadores do G11 e Fábio Landi (PSD), que tem votado de forma independente, após a saída do antigo G12. Questionados sobre possível assinatura no pedido, nenhum parlamentar do G11 afirmou que apoiaria a iniciativa.
O líder de governo, José Ferreira (PT), manteve o discurso de que a CPI virou uma questão política.

 



1 Comentário

  • Patrícia

    Porque será né que dos 8 vereadores que votaram contra, 7 são do PT……….

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