'Blocão' de aliados estreia na Câmara e ameaça investigar Petrobras | Diário Regional

‘Blocão’ de aliados estreia na Câmara e ameaça investigar Petrobras

26/02/2014 9:17
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BRASÍLIA – Insatisfeitos com o governo, sete partidos da base aliada e um oposicionista formalizaram ontem (25) a criação de um “blocão” de deputados “independentes” para atuar na Câmara dos Deputados e fecharam uma pauta de votações incômoda ao Planalto.

Capitaneadas pelo PMDB, principal aliado do PT no âmbito federal, as bancadas escolheram como alvo a Petrobras, uma prioridade da presidente Dilma Rousseff.

O “blocão” decidiu apoiar a aprovação de uma comissão externa para investigar denúncias de pagamento de propina a funcionários da petroleira estatal pela fornecedora holandesa SBM.

A promessa do “blocão” era derrotar o governo na sessão de ontem a noite, mas o PT dificultava a discussão sobre a criação da comissão. O governo chegou a oferecer explicações da presidente da Petrobras, Graça Foster, mas o novo grupo não recuou.

Até a conclusão desta edição, a votação não tinha sido concluída. Pela proposta, um grupo de congressistas vai viajar até a Holanda para buscar informações sobre a suspeita de suborno.

Tensão

A votação elevou a tensão e provocou discussões acaloradas na reunião de líderes. Segundo os aliados, a ideia era mostrar que o “blocão” – formado por PMDB, PSC, PP, Pros, PDT, PTB, PR e o oposicionista Solidariedade – não está “blefando”. Ao todo, reúne mais de 250 dos 513 deputados.

A estratégia de colocar em pauta uma matéria sensível ao governo foi discutida em almoço na casa do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ). No encontro, os líderes analisaram o pacote anunciado pelo Planalto para tentar acalmar os ânimos dos aliados e neutralizar o “blocão”.

O governo havia prometido a mobilização de ministros para atender demandas dos deputados além de cumprir liberação de verbas para as obras apadrinhadas por congressistas e elaborar pauta de votações de consenso.

“Não é concessão de nenhum governo. É direito do parlamentar. É o compromisso que assumiu com a sua base de atender Estado e município”, disse o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Para os líderes do “blocão”, as ações não resolvem as insatisfações motivadas principalmente pela falta de diálogo com o governo, pelo rompimento de acordos para pagamento das emendas e pela interferência do Planalto na pauta da Casa. O líder do PMDB disse que o “blocão” dará mais “poder” ao Congresso.



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