Barba defende rastreabilidade de autopeças em São Bernardo | Diário Regional

Barba defende rastreabilidade de autopeças em São Bernardo

25/02/2014 12:30
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Barba: “caso existisse a rastreabilidade não haveria preocupação com os empregos” - Foto: Eberly Laurindo especial para o DRO pré-candidato do PT a deputado estadual e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Teonílio Monteiro da Costa, o Barba, visitou ontem (24) a redação do Diário Regional e defendeu o aprofundamento do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar Auto), por meio da adoção de um sistema de rastreabilidade das peças produzidas no país para o setor automotivo.

“Esse é o grande debate que visa fortalecer o setor de autopeças, as montadoras instaladas no país e as que pretendem se instalar aqui, além de permitir a geração de empregos no país. Nosso debate não é só para o ABC, é um debate nacional”, afirmou Barba.

O regime automotivo adotado pelo governo federal tem como objetivo estimular o investimento na indústria nacional. O programa prevê desconto de até 30 pontos porcentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis feitos no país. Para isso, as montadoras têm de cumprir uma série de requisitos, entre os quais o índice de nacionalização de componentes de 60%.

Para garantir a origem das peças, a solução é criar um sistema de rastreamento. “Há fabricas de autopeças em quatro níveis. Um nível produz para o outro até chegar ao primeiro nível, que está atrelado às montadoras. Queremos que as peças que chegarem ao primeiro nível tenham um atestado que comprove 60% de nacionalização, da mesma maneira que queremos o mesmo tipo de rastreamento para os carros”, explicou o sindicalista.

Com isso, Barba considera que vai fortalecer a cadeia automotiva, principalmente na criação de empregos. Segundo o sindicalista, no último trimestre do ano passado houve cerca de 4.200 demissões no setor de autopeças. “Caso já existisse a rastreabilidade, não teríamos a preocupação com o fim desses postos de trabalho. Ao contrário, teríamos a criação de vários empregos no setor”, opinou Barba, que tem a expectativa de aumento de 15% no número de empregos só no ABC, após o inicio da rastreabilidade.

Questionado sobre as negociações com as empresas, Barba informou que “estão muito interessadas nessa questão da rastreabilidade, pois também poderão crescer com isso”.

Tributação

Outra preocupação do sindicalista é a elevada tributação no Brasil. “Todos sabemos que a carga tributária no Brasil é muito alta, pois o governo é um produtor de serviços e vive de arrecadação. No passado, a tributação em cima do setor automotivo era de 22%. No primeiro mandato do (presidente) Fernando Henrique Cardoso (PSDB) houve aumento para 27% e, no segundo, para 39%. Com alguns ajustes durante os governos do presidente Lula (Luiz Inácio Lula da Silva) e da presidente Dilma (Rousseff, ambos do PT), a tributação foi reduzida para 37%, mas precisamos diminuir mais. Para isso precisamos fazer o debate”, explicou.

Para Barba, o debate não pode ser feito somente com o governo federal, mas também com o Estado e os municípios. O sindicalista revelou que tem conversado com os sete municípios com a intermediação do Consórcio Intermunicipal, mas não tem a mesma sorte com o governo estadual. “O governo (paulista) não quer fazer esse debate. O estado de São Paulo não quer abrir mão de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para nada”, disse.



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