Pesquisa indica desejo de mudança, diz Campos sobre avaliação de Dilma | Diário Regional

Pesquisa indica desejo de mudança, diz Campos sobre avaliação de Dilma

23/02/2014 8:45
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Campos: “Não precisa torcer contra o Brasil para ganhar eleição”. Foto: ArquivoO governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse ontem (22), em Porto Alegre, que a queda na aprovação do governo Dilma Rousseff (PT) indica um desejo de mudança no país.

Pesquisa realizada pelo instituto Ibope entre 13 e 17 deste mês indicou que a aprovação de Dilma caiu quatro pontos percentuais em dois meses, de 43% para 39%.

“Um traço comum das últimas pesquisas é que existe um desejo de mudança. Outro é que a eleição ainda não chegou na pauta da sociedade como questão central”, avaliou Campos, presidente nacional do PSB e pré-candidato à Presidência.

Disse, porém, não esperar que a economia, os protestos pelo país e problemas com a Copa do Mundo afetem a imagem de Dilma.

“Não precisa torcer contra o Brasil para ganhar eleição. Vamos torcer a favor do Brasil. Não precisa piorar nada, ter problema com a Copa. A decisão de mudança já está tomada e foi sinalizada desde a outra eleição, quando Marina [Silva] teve 20 milhões de votos”, destacou Campos.

A ex-senadora Marina Silva, que ingressou no PSB de Campos após ter o pedido de registro da Rede Sustentabilidade rejeitado, disse que o pernambucano está em posição mais favorável do que ela esteve antes das eleições presidenciais de 2010.

“Em 2010, por essa data, eu estava com 3% (das intenções de voto)]. O governador já está com 10%. A situação está bem melhor que a minha. E eu cheguei a quase 20%”, disse Marina, que chegou ao final do pleito com 19,3% dos votos válidos.

Campos e Marina participaram hoje de um seminário com integrantes do PSB, da Rede e do PPS. O evento é o primeiro de uma série de cinco encontros regionais que serão feitos para discutir programas de governo.

No discurso para a militância, Campos priorizou críticas ao governo federal em temas como política energética, infraestrutura e controle da inflação.

Também participaram do ato, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o senador Pedro Simon (PMDB) e o deputado federal Roberto Freire (PPS), entre outras lideranças regionais.

 

Alianças

Campos e Marina evitaram responder diretamente sobre as divergências internas para a composição de alianças em Estados como São Paulo e Rio Grande do Sul.

“As nossas alianças devem ser compatíveis com o programa que estamos apresentando. Em alguns Estados conseguimos resultados importantes”, afirmou Marina, citando o acordo em torno da senadora Lídice da Matta (PSB-BA), pré-candidata ao governo da Bahia.

Sobre São Paulo, Campos não quis falar em definição de quem será o nome do partido para disputar o governo. “Há muito tempo hábil para fazer essa discussão. A discussão tem que ser programática, sobretudo em se tratando de São Paulo, pela questão econômica e da população. Queremos fazer um debate que vá além do nome de fulano ou de beltrano”, disse.

No caso gaúcho, tanto Marina quanto Campos criticaram declarações recentes do deputado federal Luís Carlos Heinze (PP-RS), mas evitaram comentar se o fato pode prejudicar a coligação no Estado. Heinze é do mesmo partido que a pré-candidata a governadora Ana Amélia Lemos, que busca apoio do PSB na disputa.

Em vídeo divulgado na semana passada, o deputado afirma durante audiência pública da Câmara com agricultores gaúchos que gays, índios e quilombolas são “tudo que não presta”. Para Campos, a polêmica é “debate residual”. “Esse é o principal problema da agenda brasileira? Não é”, disse o governador.

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