Clássico entre São Paulo e Santos terá jovens contra artilheiros | Diário Regional

Clássico entre São Paulo e Santos terá jovens contra artilheiros

23/02/2014 8:00
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Gustavo Henrique chegou a ser meia no início da carreira. Foto: Ricardo Saibun/Santos FCNos clássicos é comum os holofotes se voltarem para os atacantes, mas não será surpresa se ao final do confronto entre São Paulo e Santos, hoje (23), às 16h, o destaque ficar com Rodrigo Caio ou Gustavo Henrique. Ambos zagueiros têm 20 anos, voltam aos times no clássico do Morumbi, pela décima rodada do Campeonato Paulista, e têm a missão de parar os artilheiros rivais. Rodrigo Caio terá de marcar Leandro Damião e Gustavo Henrique, Luis Fabiano.

Marcar atacantes com passagem pela Seleção Brasileira e que buscam uma vaga na Copa do Mundo poderia intimidá-los, mas é visto com naturalidade pela dupla. Rodrigo Caio é classificado pelo técnico Muricy Ramalho como técnico, habilidoso e inteligente. As mesmas características são atribuídas a Gustavo Henrique pelo treinador santista Oswaldo de Oliveira. Os técnicos veem em seus pupilos espírito de liderança e apostam que vão ocupar esse lugar naturalmente.

Porém, há outras características que guardam em comum. Natural da Capital paulista, Gustavo Henrique começou no Vitória, em Salvador, como meia aos 11 anos. Chegou ao Santos três anos mais depois, já como zagueiro, ao ser aprovado pelo ex-jogador Lima em um teste. A mudança de posição se deu pela estatura (tem 1,95 m).

No Santos, Gustavo Henrique fez parte da geração Neymar. Jogaram com ele o meia Felipe Anderson, da Lazio, e o atacante Geuvânio, seu companheiro hoje. Foi promovido por Muricy em 2012, mas se firmou em 2013 ao substituir o veterano Durval.

Nos dois duelos com o São Paulo em 2013 se deu melhor. Marcou Luis Fabiano e o Santos venceu. “Sempre senti confiança e escutei os mais velhos. Acho que tenho muito a melhorar”, disse.

Rodrigo Caio é natural de Dracena, no Interior paulista, e começou na base do São Paulo aos 12 anos após receber sondagem para ir para o Santos. Aos 15, sofreu lesão no joelho e ficou dez meses parado. Quando voltou, virou volante para recuperar o ritmo.

Foi promovido ao profissional por Paulo César Carpegiani e voltou a ser zagueiro com Paulo Autori, mas só se firmou com Muricy. Sua ascensão coincidiu com a perda de espaço do veterano Lúcio, zagueiro pentacampeão pela seleção.

Rodrigo Caio encarou o Santos no Brasileiro de 2013 duas vezes e perdeu ambas. “Sempre procuro analisar os adversários, conversar com os companheiros”, avaliou o zagueiro.

Tabu
Nesta tarde, o São Paulo tenta quebrar um tabu de 11 clássicos sem vitória. A última ocorreu em 2012, sobre o Corinthians (3 a 1, na última rodada do nacional daquele ano). Desde então são três empates e oito derrotas. No último, perdeu para o Palmeiras (2 a 0) neste mês.

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