Polícia intima ativistas a depor no horário de manifestação | Diário Regional

Polícia intima ativistas a depor no horário de manifestação

22/02/2014 7:00
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SÃO PAULO – A polícia de São Paulo intimou cerca de 40 pessoas, investigadas sob acusação de participar de atos violentos em manifestações, a depor hoje (22) às 16h, uma hora antes do protesto contra a Copa, agendado para o Centro. O depoimento será na sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), na zona norte. A medida seria uma tentativa de esvaziar o ato, convocando manifestantes, entre eles possíveis adeptos da tática “black bloc”.

Organizada pelo Facebook, a manifestação contra a Copa tinha, até ontem à tarde, a presença confirmada de mais de 13 mil pessoas. “Se estão tentando esvaziar a manifestação, não vão conseguir, pois foram convocadas entre 40 e 50 pessoas”, afirmou o administrador de empresas Lauro Shida, um dos intimados, que atua na organização de atos desde junho de 2013, mas afirma que nunca foi preso ou abordado pela polícia.

“Tenho um perfil como apoiador e participante de manifestações. Não sou adepto da tática “black bloc’”, disse Shida, que foi convocado a comparecer à 3ª Delegacia de Fraudes Econômicas e Financeiras.

A Secretaria de Segurança confirmou que foi agendada para hoje parte dos depoimentos que integram a investigação sobre práticas criminosas em manifestações. Para o advogado Otavio Augusto de Rossi Vieira, se um intimado não comparece nem se justifica, pode ser alvo de novo inquérito, por desobediência. “Daria uma multa, mas ninguém vai preso por causa disso.”

A PM vai usar na manifestação de hoje a “Tropa do Braço”. São homens treinados, com habilidades de artes marciais. Terão a missão de identificar possíveis vândalos infiltrados e retirá-los do meio da manifestação.

Armas nos protestos

Ontem, a PM fez uma demonstração do potencial de destruição do artefato apreendido com Fabrício Proteus Chaves. Foi o manifestante que reagiu a uma abordagem da PM e acabou baleado por policiais, após um protesto no mês passado.

O defensor público Carlos Weis, que defende Chaves, disse que a polícia está criando novos fatos sem dar direito de defesa ao acusado. “O que estão fazendo é um linchamento público de uma pessoa que levou dois tiros.” Chaves voltou a ser internado com infecção provocada pelos ferimentos. Segundo a Santa Casa, o rapaz passa bem e está estável.



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