ABC fecha 2,8 mil vagas em janeiro e tem pior resultado para o mês em 5 anos | Diário Regional

ABC fecha 2,8 mil vagas em janeiro e tem pior resultado para o mês em 5 anos

21/02/2014 10:31
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O ano começou com más notícias para o mercado de trabalho da região. O ABC fechou 2.780 vagas com carteira assinada em janeiro, como resultado de 30.137 contratações e 32.917 demissões, revelam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem (20) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O saldo, segundo negativo mensal consecutivo, é o pior para o mês desde janeiro de 2009, ano que se seguiu ao da quebra do banco norte-americano Lehman Brothers. Naquela oportunidade, as empresas eliminaram 5.808 empregos formais. Em janeiro de 2013 foram fechadas 778 vagas.

Das quatro principais atividades econômicas, três registraram queda na ocupação no ABC. Em números absolutos, a redução mais expressiva foi a do comércio, com o fechamento de 1.774 vagas. É a segunda queda mensal consecutiva no setor, que já havia cortado 146 empregos em dezembro.

O resultado no comércio, porém, era esperado, uma vez que as lojas historicamente “devolvem” em janeiro as contratações realizadas antes das festas de fim de ano. Ajuste semelhante faz o setor de serviços, que eliminou 1.169 vagas em janeiro após cortar 1,3 mil no mês anterior.

A indústria também registrou retração no estoque de vagas, embora mais tímida. Ainda pressionado pelo cenário internacional desfavorável, pela perda de competitividade e pela queda na demanda interna, o setor fabril fechou 392 vagas em janeiro. Desde outubro, a indústria registra quatro resultados negativos consecutivos e, nesse período, eliminou mais de 5 mil empregos.

A surpresa veio da construção civil, que criou 487 vagas em janeiro – foi a única atividade a registrar aumento na ocupação. O emprego no setor manteve desempenho errático em 2013, fruto da redução no número de lançamentos de prédios residenciais, especialmente no primeiro semestre. Segundo a Associação de Construtores, Imobiliárias e Administradores do ABC (ACIGABC), as construtoras retomaram o ritmo de lançamentos no segundo semestre.

Municípios

Dos sete municípios, seis fecharam vagas em janeiro. A exceção foi São Caetano, que criou 266 postos de trabalho com carteira, impulsionado por contratações na indústria. Em termos absolutos, o pior resultado foi o de São Bernardo, com 1.253 cortes (queda de 0,44% no estoque de vagas). A maior queda relativa foi a de Mauá (-0,95%), com o fechamento de 609 vagas.

Ainda segundo o Caged, o Brasil gerou 29,6 mil empregos com carteira assinada em janeiro, alta de 2,4% sobre o volume de postos criados no mesmo mês de 2013. “Há tendência que se consolida de crescimento (na ocupação). Pode ser muito pequena, mas não é negativa”, afirmou o ministro do Trabalho, Manoel Dias, ao comentar ontem os dados nacionais.

Desemprego oficial é o menor para janeiro desde 2003

A taxa de desemprego oficial ficou em 4,8% em janeiro, o mais baixo patamar para o mês desde 2003, informou ontem (20) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em janeiro do ano passado, o índice havia sido de 5,4%.
A taxa, porém, é maior do que o registrado em dezembro (4,3%) – o movimento de queda é normal para o último mês do ano. A taxa de dezembro é a menor registrada em toda a série histórica.

Os dados sugerem que o mercado de trabalho ainda responde positivamente, apesar dos sinais de desaceleração da economia, e se mantém aquecido e com baixa taxa de desemprego. O fenômeno ocorre apesar da piora de fatores que influenciam o emprego, como os juros elevados, consumo em desaceleração, crédito mais caro e confiança de empresários reduzida.

Para analistas, a grande incógnita neste ano é se o mercado de trabalho seguirá aquecido, apesar das perspectivas de crescimento mais fraco da economia em 2014. O receio é que o emprego e mesmo o rendimento não se sustentem nesse cenário de esfriamento da economia, com previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) inferior a 2%.

Ocupação

Ainda segundo o IBGE, o nível de ocupação caiu 0,9% frente a dezembro e ficou estável em relação a janeiro, enquanto o total de pessoas desocupadas cresceu 9,6% entre dezembro e janeiro, o que geralmente ocorre nesse período devido à dispensa dos trabalhadores temporários de fim de ano. O rendimento subiu 3,6% frente a janeiro de 2013 e teve alta modesta de 0,2% na comparação com dezembro. (Folhapress)



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