Falta d'água atrapalha moradores de Santo André | Diário Regional

Falta d’água atrapalha moradores de Santo André

19/02/2014 10:05
Print Friendly

No Novo Oratório, casas exibem faixas reclamando da intermitência no abastecimento - Foto: Fotos: Eberly Laurindo especial para o DRSe o verão é a estação mais feliz do ano, não avisaram aos moradores dos bairros Parque Novo Oratório e Parque Erasmo Assunção, em Santo André. Mesmo antes de começarem os dias mais quentes do ano, segundo os munícipes, a região já sofria com interrupções no abastecimento de água. No Parque Novo Oratório, diversas casas exibem faixas reclamando do problema. “Há mais de dois anos convivemos com esse problema. O normal aqui é ter água um dia sim, outro dia não, e quando chega, é sempre de madrugada. Tenho que levantar às quatro horas da manhã para cuidar do serviço da casa”, reclamou a aposentada Ivanilde Liberato dos Santos.

No Condomínio Vida Plena a situação é ainda mais precária. Segundo o síndico, desde 2012 as falhas no abastecimento são constantes, mas foi em setembro de 2013 que o problema se agravou e foi preciso comprar, com freqüência, caminhões-pipa. “Até janeiro, conseguimos bancar com o caixa do condomínio. Agora já estamos dividindo entre os moradores. Porém, a nossa conta de água não diminui, mesmo o abastecimento nunca ter sido suficiente para encher todos os reservatórios”, explicou o engenheiro Paulo Chiarioni.

Em nota, o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa) informou que “em razão do alto consumo e da falta de regularidade no abastecimento de alguns pontos da cidade, alguns bairros apresentam intermitência no abastecimento e a água enviada durante a noite e a madrugada pela Sabesp para os reservatórios abastecidos não tem conseguido alcançar a sua capacidade total. Logo, a água é toda utilizada nas primeiras horas da manhã e a que é enviada ao longo do dia não chega a ser reservada. O reservatório Erasmo Assunção, que abastece o bairro em questão, é um dos mais afetados por este problema. Para minimizar o problema, o Semasa tem realizado manobras nas redes de água, além de investir na campanha de economia de água.”

Sobre o Vida Plena, a autarquia esteve no local e constatou que o abastecimento estava normal e com pressão suficiente. “No entanto, em razão dos períodos de intermitência, no caso do condomínio há um agravante: o prédio possui caixas d´água elevadas e a pressão não é suficiente para chegar ao alto. O local será beneficiado por obra de extensão de rede que o Semasa iniciará até março.”

Sobre a inalteração das contas, segundo o Semasa, conforme prevêem as leis de saneamento, o consumidor deve pagar também pelo volume de esgoto lançado na rede, que está relacionado ao volume de água comprada.

Infestação de pernilongos assusta munícipes

Além da falta de água, os moradores do Parque Novo Oratório, em Santo André, têm convivido com outro problema: uma infestação de pernilongos. Comuns nos dias quentes, os insetos tem aparecido, segundo os reclamantes, em maior número que o comum. “Não há inseticida que dê jeito. Inclusive, nos mercados mais próximos, já estão em falta”, explicou a dona de casa Bernadete Litz.

Segundo os moradores, há cerca de cinco anos a região passou pelo mesmo problema e na ocasião foi identificado como foco um lago dentro do Polo Petroquímico, vizinho ao bairro. “Daquela vez, jogaram um veneno e o problema foi bastante amenizado. A gente precisa agora de uma nova solução”, completou.

Questionada, a Prefeitura de Santo André informou, em nota, que “em anos anteriores, os lagos foram identificados como o foco de pernilongos naquela região, mas atualmente, o local está sendo controlado pelos proprietários, que disponibilizam o monitoramento para a administração, inclusive com a aplicação de larvicidas. O último procedimento foi realizado em novembro do ano passado.”

Segundo a Secretaria de Saúde, o aumento é natural nesta época do ano e a recomendação à população é o uso de métodos alternativos, como telas nas janelas e aberturas, além do fechamento das telas ao entardecer, uma vez que o inseto tem hábitos noturnos. O uso de repelentes no ambiente, como defumadores com citronela ou outros de uso comercial, também é recomendado. Ventiladores e circuladores de ar também podem manter o mosquito afastado, embora suas asas sejam bem resistentes ao vento.

Com relação à dengue, a Secretaria de Saúde/Zoonose mantêm programa de controle, com visitas domiciliares nas quais os agentes identificam possíveis focos de proliferação do mosquito e orientam a população. A população deve ter uma participação ativa ao manter caixas de água cobertas, além de evitar acúmulos de água em potes, vasos, ralos, calhas e plantas.



Comente esta matéria


Atenção! O comentário aqui postado é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do Diário Regional. Comentários discriminatórios ( contra raça, sexualidade, cor, crença e outros) , que violem a lei, a moral e os bons costumes poderão ser denunciados pelos internautas , removidos ou não publicados pela redação.
%d blogueiros gostam disto: