VW suspende 300 contratos de trabalho no Paraná | Diário Regional

VW suspende 300 contratos de trabalho no Paraná

18/02/2014 9:57
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CURITIBA – Com produção abaixo do nor­mal e a fim de evitar de­missões, a fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais, no Paraná, deve suspender o contrato de trabalho de 300 funcionários por até três meses.O número corresponde a 12% dos trabalhadores da unidade.

A fábrica, que produz a linha Fox (Fox, Crossfox e Spacefox), teve queda na produção diária de automóveis, que pulou de 800 para 640 unidades desde o final do ano passado. A suspensão de trabalhadores ocorre quatro meses após o anúncio do plano de investimentos de R$ 520 milhões para a ampliação da unidade. A partir do ano que vem, vai produzir a sétima geração do Golf, mas desde o fim de 2013 deixou de fabricar o antigo Golf e, por isso, diminuiu sua atividade.

A Volks admite, em nota, que este é um “período de transição” e que há “baixa demanda de mercado”, mas afirma que “vê com confiança o futuro promissor” da fábrica paranaense.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba, Sérgio Butka, a empresa “demorou” para anunciar investimentos na planta do Paraná e reagir à competitividade do mercado. “O único produto que produzimos hoje aqui, o Fox, perdeu mercado em virtude de outros lançamentos”, disse. “Tem que se pensar em um novo modelo que seja de entrada, para substituir o Fox. Senão, nos próximos anos, poderemos ter problema novamente nessa planta”, avaliou.

Segundo Butka, outro fator que pode ter colaborado para a ociosidade da fábrica paranaense são as barreiras comerciais impostas pela Argentina, já que parte da produção é exportada para o país vizinho.

Os trabalhadores da Volks votaram ontem a proposta de layoff, como é chamado o afastamento temporário. Pelo acordo, os funcionários continuarão recebendo o valor do salário integral e terão garantia de retorno. No período de três meses, vão fazer cursos de qualificação.

A proposta havia sido aprovada nas duas primeiras assembleias, de manhã e à tarde, e seria votada novamente pelos funcionários do turno da noite. Os 300 trabalhadores devem entrar em layoff entre março e agosto -150 pessoas a cada três meses.



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