Denúncias de maus tratos contra crianças caem 29% | Diário Regional

Denúncias de maus tratos contra crianças caem 29%

18/02/2014 9:40
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Na região metropolitana, as denúncias de maus tratos contra crianças representam 4,7% do total - Foto: ArquivoO serviço Disque Denúncia 181, mantido pelo Instituto São Paulo contra a Violência, recebeu durante 2013 total de 1.689 denúncias de maus tratos contra crianças. As chamadas tiveram origem em cidades da região metropolitana – exceto a Capital – e representam redução de 28,8% nas ocorrências registradas em 2012, que totalizou 2.374 queixas. Em todo o Estado foram 5.893 casos, 30,6% menos que as 8.502 chamadas do ano anterior. Na região metropolitana as denúncias de maus tratos contra crianças representam 4,7% do total de 35.381 chamadas recebidas pelo serviço.

Para o presidente da Comissão da Infância e Juventude da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Bernardo e membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca), Ariel de Castro Alves, a redução não indica diminuição nos casos de violência e maus tratos. “É mais provável que houve uma pulverização das ligações com outros serviços semelhantes, como o Disque 100 mantido pelo governo federal”, afirmou. Segundo Alves, o serviço recebeu em 2013 cerca de 400 chamadas por dia, a maioria oriunda do Estado de São Paulo.

Ainda segundo o advogado, a falta de retorno sobre as medidas que são adotadas em cada caso também acaba por diminuir as chamadas, gerando descrédito em quem até então realizava as denúncias. “Em alguns casos até existe o encaminhamento aos órgãos responsáveis, mas por falta de estrutura ou mesmo de prioridade, não acontece a devolutiva de casa situação”, completou.

Banalização

Alves reiterou que os casos de violência contra crianças e adolescentes têm aumentado em todo o Estado e lembrou que ocorrências relatadas recentemente pela mídia, como o menor que foi espancado e amarrado em um poste no Rio de Janeiro, contribuem para a banalização da violência. “É preciso lembrar que antes de serem agressores, essas pessoas são vítimas. No caso específico do Rio de Janeiro, o garoto havia sido abandonado pelos pais após um longo período de violência doméstica. A divulgação dos casos sem essa contextualização por parte dos veículos de imprensa contribui para que as pessoas fiquem menos sensíveis a esse problema”, completou.

 

 

 



1 Comentário

  • marlene

    eu acho que as denuncia não estão ocorrendo na proporção dos acontecimentos, porque os cidadãos , estejam descrendo dos órgãos. sou avó de dois menores que sofrem neglicencia assistencial do pai e também vivem com uma madrasta que não colabora para os cuidados com os menores. O caso já está no conselho tutelar a vários anos desde 2006, quando a ma~e foi embora. ia caminhando bem até que entrou a personagem da madrasta. Depois disto muitas coisas acontecerem , em um deste s episódios o pai perdeu a guarda por seis meses. no anos passado o pai espancou o mais velho dos meninos e ameaçou jogá-lo de uma escada de mais de 50 degraus. o irmão mais novo ligou e a tia foi pegar o menor, o pai ameaçou de novo o menino e a tia.q A tia conseguiu trazer o garoto para minha casa,, no dia seguinte fui ao conselho tutelar, onde exigi que o caso fosse levado ao fórum. a conselheira levou mas me tratou com descaso e dando a entender para a promotora que eu era desequilibrada e que fiz um “auê” como disse ela por nada. A promotora disse ainda que o pai podia bater mesmo já que o filho o desrespeitou,. saí de lá humilhada sem ser entendida como devia pelo fato ocorrido e nunca mais fui ao conselho Tutelar, dar trabalho a eles.No último dia 22/02 poe desobediência do menino o pai o espancou e deixou com graves marcas no braço, os meninos vieram até minha casa e eu constatei os ferimentos. No domingo o menino passou mal com formigamento no peito, dor no braço e falta de ar. O pai deu -lhe um copo d’água mandou descansar e não o levou ao médico. na segunda feira dia 24 fiquei sabendo do ocorrido e eu e a tia o levamos ao UPA, o menino estava com pressão alta. Contamos o ocorrido e o médico disse que não podia chamar a assistente social pq já havia passado dois dias da surra que o pai deu. Depois o encaminhou para o SUS o garoto( 15 anos) foi sozinho marcou consulta e depois foi no outro dia passar no médico acompanhado pelo pai. Creio que o pai foi para que o menino não contasse sobre o machucado no braço. Ele é bastante conhecido em Ribeirão Pires e tem medo de sujar sua imagem. E por esta razão fica muito difícil, mostra o que realmente acontece coma a criação e cuidados que ele dá aos seus filhos, eu estou constantemente interferindo e protegendo os menores. mas tem sido difícil pois meu filo não me ouve, já deixou a mulher denegrir minha imagem na internet ( sou profª conhecida no meu bairro) e por esta razão cheguei a piorar meu quadro de depressão. Por esta razão as vezes fico sem ter coragem para tomar atitudes mais drásticas em favor dos menores. É por isto que acho que mais pessoas até menos esclarecidas do que eu desistam de fazer denuncias. Mas os maus tratos continuam sim as pessoa que acham os órgão incompetentes e omissos. Eu não tenho tanta confiança neles. Não vou mais ao Conselho tutelar de Ribeirão Pires, por várias vezes me sentia humilhada e via sorriso de descaso de certa conselheira…( que por coincidência foi ex colega de trabalho do meu filho)… Fiquem por dentro desta denúncia pq serei capaz de repetir tudo ao vivo. Obrigada.

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