Em São Bernardo, Câmara pressiona Mateus por auditoria em obras do anexo | Diário Regional

Em São Bernardo, Câmara pressiona Mateus por auditoria em obras do anexo

16/02/2014 11:31
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Mateus disse que não se sente pressionado pelos colegas - Foto: ArquivoQuase um ano após a aprovação do pedido de auditoria nas obras do Anexo II da Câmara de São Bernardo, os vereadores aprovaram na semana passada mais um requerimento, de autoria de Osvaldo Camargo (PPS), que pede informações sobre o valor gasto na construção do novo prédio e sobre os itens que constavam do projeto original e que não foram instalados. O presidente da Casa, Tião Mateus (PT), disse que não se considera pressionado pe­los colegas a acelerar o início da auditoria.

“Aqui (na Câmara) não há nada para esconder. Tudo que estava no projeto foi feito. Por exemplo, não havia divisórias (no projeto), então compramos as divisó­rias”, afirmou Mateus, sem informar a data em que serão instaladas na Casa.

O requerimento de Camargo também pede informações sobre a instalação do brise, quebra-sol composto de peças de madeira, concreto, plástico ou metal que pode ser instalado de forma vertical ou horizontal, diante de fachadas, para impedir a ação do sol sem perder a ventilação. Segundo o petista, não houve a instalação, pois a empresa Cronacon – responsável pela obra – pediu R$ 1 milhão para colocá-lo. “Disse que não pagaria nada a mais, apenas o que estava no projeto que recebi do (ex-presidente da Casa e vereador Hiroyuki) Minami (PSDB)”, explicou.

No total, a construção custou R$ 34,1 milhões, quase R$ 6 milhões a mais do que o valor orçado em 2011, quando a obra foi iniciada. O Anexo II deveria ser entregue em janeiro de 2013, mas devido aos atrasos só foi finalizada oito meses depois. Mesmo assim, apresentou alguns problemas. Tião Mateus revelou que goteiras foram encontradas em salas e corredores, mas que estavam sendo consertadas sem gastos, pois “o prédio ainda está na garantia, que vai durar cinco anos”.

Auditoria

Fábio Landi e Rafael Demarchi (ambos do PSD), autores do requerimento que determina a realização da auditoria, informaram que já “cobraram” Tião Mateus sobre a demora da contratação da empresa que vai realizar o trabalho. Para Landi está faltando “vontade política” para fazê-la.

“É o mesmo caso do concurso para contratar novos funcionários para a Câmara. O que me parece é que estão abrindo a geladeira para esfriar os projetos. Não tem porque não fazer. A Casa já aprovou, mas a presidência não faz”, disse Landi.
Demarchi informou que a bancada do PSD vai entrar com requerimento pedindo informações sobre o início da auditoria.

O vereador também revelou que a demora causa estranheza aos legisladores. “No final do ano passado, a Câmara devolveu verba (R$ 8 milhões) a prefeitura. Se tinha todo esse dinheiro para devolver, então tinha para fazer a auditoria. Não dá para entender por que não foi feita”, afirmou o vereador.

Após consulta, Tião Mateus recebeu quatro propostas de empresas para fazer a investigação. Os valores variavam entre
R$ 450 mil e R$ 2,1 milhões. O petista estipulou o teto com o mais baixo valor exigido, mas até o momento o edital não ficou pronto. Segundo Mateus, o projeto está aguardando autorização do departamento jurídico para ser iniciado.



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