Corinthians x Palmeiras: Rivais se enfrentam em situações opostas | Diário Regional

Corinthians x Palmeiras: Rivais se enfrentam em situações opostas

16/02/2014 11:03
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Mano Menezes e Gilson Kleina: pressão para um e calmaria para o outro - Foto: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Estadão ConteúdoNos últimos 19 anos, os dois times ganharam a Copa Libertadores. O Corinthians foi duas vezes campeão mundial. O Palmeiras perdeu sua única oportunidade de fazer o mesmo. Em 1995, o clube do Palestra Itália ganhou do rival no Pacaembu pela última vez: 2 a 0, pelo Campeonato Brasileiro. Depois disso, são 11 jogos de tabu.

Hoje (16), as duas equipes se enfrentam, às 16h, pelo Campeonato Paulista, mas a situação é inversa em relação aos últimos anos. O Corinthians, dono de cinco títulos desde 2011, agora anda mal das pernas. O Palmeiras, que jogou a Série B do Brasileiro no ano passado, está em ascensão.

Em processo de reformulação, o Corinthians tenta se encontrar sob o comando do técnico Mano Menezes. Tem o retrospecto recente de quatro derrotas e um empate. O Palmeiras possui, ao lado do Santos, a melhor campanha do Estadual. Está invicto no ano – seis vitórias e um empate.

Autor do gol que selou a vitória de 1995, o ex-zagueiro Antônio Carlos Zago acredita que o Palmeiras colhe os frutos do planejamento feito desde o ano passado. “A manutenção do trabalho dá resultado”, resumiu.

Expulso naquela partida, o ex-meia corintiano Marcelinho Carioca reconhece que sua ex-equipe atravessa momento de oscilações no início da temporada. “O Palmeiras está bem montado. O Corinthians está em reformulação, vive momento difícil mas que era necessário para o time. Precisa encarara esse clássico como final de Copa”, analisou.

O Corinthians tem feito isso nos últimos anos, em jogos contra o Palmeiras. Quando o enfrentou em situações decisivas, teve sucesso. Foi assim em fevereiro de 2011, quando vivia crise provocada pela eliminação da Libertadores diante do Tolima, da Colômbia. Derrota no clássico derrubaria Tite do cargo. O Corinthians ganhou – 1 a 0, gol de Alessandro, agora aposentado. Naquele mesmo ano, a equipe eliminou o Palmeiras no Campeonato Paulista e conseguiu um empate que resultou no título brasileiro.

Em 2012, Romarinho só entrou em campo na final da Libertadores contra o Boca Juniors, da Argentina, porque havia feito dois gols sobre o Palmeiras três dias antes. “É um clássico que pode mudar tudo para quem vencer”, concorda Renato Augusto, meia do Corinthians.

Sem jogar há seis meses, meia Renato Augusto retorna à equipe

Renato Augusto só disputou 24 jogos pelo Corinthians - Foto: Foto: Agência CorinthiansO técnico Mano Menezes usou uma palavra para descrever a espera para escalar Renato Augusto: ansiedade. “Se ele está ansioso, imagine eu. A ansiedade é toda minha”, brincou o meia-atacante, em entrevista, na tarde de quinta-feira.

A pressa é para recuperar o tempo perdido. Mano Menezes acredita que isso começa hoje (16), contra o Palmeiras, às 16h, no Estádio do Pacaembu. Ao lado da estreia de Jadson, Renato Augusto será a grande novidade do Corinthians.

Renato Augusto não joga desde agosto. Apenas em 2013, teve lesão na coxa, fratura no rosto e passou por artroscopia no joelho direito. Comprado por cerca de R$ 9 milhões, há um ano, jogou pouco pelo Corinthians. Bem menos do que esperava. Foram 24 partidas até agora. “Eu me lembro da primeira vez que ouvi ter problemas biomecânicos. Estava no Bayer Leverkusen”, relembra o meia, falando sobre a raiz das sucessivas contusões.

O meia-atacante viveu com limitações musculares e de postura. Algumas de origem genéticas, segundo o fisioterapeuta Bruno Mazziotti. No clube alemão, Renato Augusto percebeu que tinha o joelho direito “para dentro”, formação que facilitava a ocorrência de contusões. Ficou tão preocupado que piorou o problema.

“Eu forçava a perna esquerda para poupar a perna direita. Comecei a ter mais dores de coluna”, lembra o meia. Tite contava com o jogador. Achava que seria peça fundamental no esquema tático que tinha na cabeça para o Corinthians. Partilhava a ansiedade que Mano sente hoje para escalá-lo.
Após tentativas que passaram por improvisá-lo como centroavante, o técnico teve de concordar: o meia precisava parar e operar o joelho. “Nunca aprendi a dizer não. Por isso também que sofri tantas lesões. Se precisassem de mim, estava em campo. Sempre fui assim. Se você se torna jogador de futebol é porque ama o que faz”, disse.

Preço

Olhando para o passado, Renato Augusto reconhece que a predisposição em dizer “sim” lhe custou objetivos. Jogou menos do que deveria. Foi pouco lembrado para a Seleção Brasileira. Não está na cabeça de Felipão para a Copa do Mundo. “O preço foi alto. É algo que aborreceu. Houve tempo em que me sentia triste. Hoje, procuro pensar no meu futebol. Tenho tempo”, disse.

Renato Augusto ainda pode não saber dizer “não”, mas teve de aprender outra coisa, da maneira mais difícil possível: passou a conhecer o próprio corpo. Onde pode ir e qual o próprio limite. “O atleta só se preocupa com isso quando passa dos 30 anos. Eu estou com 26 e tenho de pensar. É inevitável.”

Com Valdivia no time, Kleina mexe pouco para não ‘ressuscitar’ rival

Em fase livre de lesões, Valdivia é o destaque - Foto: ArquivoInvicto no Campeonato Paulista, o Palmeiras enfrenta hoje (16), às 16h, além do Corinthians, um tabu de quase 19 anos no Pacaembu. Foi em 17 de setembro de 1995 que o clube alviverde bateu seu maior rival pela última vez no estádio municipal. A vitória por 2 a 0 teve gols de Antônio Carlos e Müller.

De lá para cá, foram 11 jogos no local, com quatro empates e sete vitórias corintianas.
A atual ótima fase do Palmeiras, aliada ao momento conturbado dos alvinegros, poderia ser indício lógico de que o tabu está perto do fim. Mas não é. A história recente do duelo mostra que o Corinthians tem aproveitado os jogos contra os palmeirenses para reverter momentos ruins.

Para não correr o risco de “ressuscitar” o rival, o técnico Gilson Kleina deve mexer pouco no time. Apesar de já poder escalar os reforços Bruno César e Josimar, deve manter a mesma equipe que empatou com o Audax há uma semana. Valdivia, em fase livre de lesões, é o destaque.

Ainda em busca de uma escalação para o Corin­thians, o técnico Mano Menezes aposta no recém-contratado Jadson para recuperar a eficiência perdida, desde 2013, na criação.

Bruno César deve começar no banco de reservas

A maior novidade do Palmeiras no clássico de hoje (16) contra o Corinthians estará no banco de reservas. O meia Bruno César não deve começar jogando, mas pode estrear hoje com a camisa do Palmeiras justamente contra seu último clube no Brasil. Bruno César foi jogador do Corinthians entre 2010 e 2011.

Porém, se é bem provável que a escalação do clube alviverde continue sendo a mesma dos últimos jogos, a formação tática pode ser um pouco diferente. A exemplo do que ocorreu contra o São Paulo, a tendência é que Gilson Kleina peça a seu trio ofensivo (Leandro, Mazinho e Alan Kardec) que recue mais do que de costume para ajudar na marcação.

Além de Bruno César, o treinador deve ter à disposição o volante Josimar, contratado no início da última semana. O ex-jogador do Inter também pode entrar no segundo tempo.

 

 



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