Prévia sugere PIB de 2,5% em 2013, mas queda no 2º semestre | Diário Regional

Prévia sugere PIB de 2,5% em 2013, mas queda no 2º semestre

15/02/2014 9:37
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A atividade econômica brasileira experimentou dois trimestres consecutivos de queda na segunda metade de 2013, informou ontem (14) o Banco Central. Houve recuo de 0,17% nos três últimos meses do ano, repetindo o desempenho ruim do período anterior, quando a autoridade monetária registrou retração de 0,21% na economia.

Analistas ouvidos pela reportagem afirmam que o indicador do BC é importante referencial, mas ponderam que o cenário de recessão envolve ainda a avaliação de outros indicadores, como emprego em queda e diminuição da renda das famílias, o que ainda não ocorre no país.

“Não existe regra para classificar uma economia em recessão e há grande debate acadêmico sobre esse assunto. Porém, o fato é que estamos em estado de alerta, não há dúvida”, comentou Fábio Silveira, diretor de pesquisa econômica da consultoria GO Associados.

Apesar da retração no segundo semestre, o país fechou 2013 com expansão econômica de 2,52%, avanço maior do que o verificado no ano anterior, quando a economia cresceu apenas 1,64% de acordo com o IBC-Br, indicador da atividade econômica do BC.

O indicador já foi considerado uma “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB), mas deixou de ser usado dessa forma, já que os resultados podem não ser próximos dos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2012, o instituto calculou o crescimento da economia em 0,9%, revisando-o depois para 1%. Para 2013, o IBGE também apurou retração econômica de 0,5% no terceiro trimestre, mas o dado sobre os últimos três meses do ano ainda não foi divulgado.

Dezembro

Os resultados da indústria e do varejo em dezembro reforçam a apreensão sobre o resultado oficial do PIB. As informações sobre esses setores, apresentadas pelo próprio IBGE, indicaram retração de 1,5% nas vendas do varejo e de 3,5% na atividade industrial no último mês do ano.

O comportamento da economia em 2014 ainda é incerto, mas alguns analistas apostam em recuperação no próximo trimestre, mesmo que tímida. Segundo Bráulio Borges, economista da consultoria LCA, o monitoramento de indicadores como o de vendas de veículos e da produção de embalagens de papelão indica que a indústria deve recuperar a atividade no início do ano.

Além disso, o calor excessivo ajudou a aumentar as vendas de aparelhos domésticos e bebidas e impulsionou o consumo de energia elétrica, que tem peso importante no cálculo do PIB. “Não vai ser uma reação brilhante. Para o resultado do ano não faz muita diferença, porque há antecipação de compra, mas no curto prazo há impacto sim”, afirmou.

 



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