Por alianças, oito governadores trocam primeiro escalão | Diário Regional

Por alianças, oito governadores trocam primeiro escalão

15/02/2014 9:12
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SÃO PAULO – De olho em alianças eleitorais, pelo menos oito governadores trocaram titulares de secretarias para acomodar potenciais apoiadores e deixar de fora aqueles que Vão seguir em voo solo em 2014. As principais mudanças envolvem PT e PSB, que romperam aliança nacional em 2013 e seguirão rumos diferentes com as candidaturas de Dilma Rousseff e do governador Eduardo Campos (PE).

Em três grandes colégios eleitorais – Rio, Bahia e Pernambuco -, o secretariado mudou com a saída de antigos aliados que se tornarão rivais e a nomeação de novos apoiadores. O cenário pode ainda se estender a outros quatro Estados, onde os chefes do Executivo esperam apenas a definição de aliados para fazer reformas.

No Rio, o governador Sérgio Cabral (PMDB) ofereceu ao PSD e ao SDD as duas pastas antes ocupadas pelo PT, que rompeu aliança para lançar a candidatura do senador Lindbergh Farias (PT-RJ). A lógica da eleição presidencial orientou ainda trocas em PE, onde Campos reduziu de 28 para 22 o número de secretarias, contrapondo-se aos 39 ministérios de Dilma. PT e PTB, que se articulam contra o candidato de Campos ao governo, deixaram seus postos. O PSDB, que vai apoiar o PSB no Estado, assumiu o Trabalho e o Detran.

Petistas também já foram substituídos no secretariado do pessebista Wilson Martins, no Piauí, e o PSB deixou a pasta do Turismo da Bahia, de Jaques Wagner (PT).

As reformas foram marcadas também pela criação de secretarias, algumas delas extraordinárias, para ampliar a base ou prestigiar aliados. Na Bahia, o novo Conselho do Desenvolvimento Econômico selou a adesão do PTB. Em Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB) criou três secretarias e abrigou numa delas o pré-candidato do partido à sua sucessão, Nelsinho Trad.

As reformas estaduais incluem servidores de segundo e terceiro escalões. O PT do Rio calculou em 700 o número de filiados nas pastas da sigla no governo estadual. Em Goiás, a reforma de Marconi Perillo (PSDB) na administração resultou em 419 exonerações num só decreto.



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