Hiroyuki Minami não assina CPI dos uniformes em São Bernardo | Diário Regional

Hiroyuki Minami não assina CPI dos uniformes em São Bernardo

13/02/2014 10:25
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Minami negou acordo e disse que queria participar do início do projeto - Foto: ArquivoO bloco oposicionista na Câmara de São Bernardo não conseguiu, durante a sessão de ontem (12), grande avanço na busca pelas dez assinaturas para o requerimento que pede a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a fim de investigar a compra de uniformes escolares. A tentativa liderada por Julinho Fuzari (PPS) esbarrou na negativa de Hiroyuki Minami (PSDB), único parlamentar de oposição que não quis assinar o pedido.

O tucano justificou sua resposta negativa ao projeto afirmando que a ideia da CPI chegou “atrasada” em relação à investigação feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). “Acho que nós (vereadores) temos de aguardar, pois o processo já está no Ministério Público. Além disso, não temos número suficiente (de parlamentares na oposição) para aprovar nada”, disse Minami, lembrando o fato de que apenas oito dos 28 vereadores de São Bernardo fazem parte da oposição.

Minami também demonstrou descontentamento com a forma como o requerimento foi elaborado. “Essa ideia de instaurar a CPI não é da oposição e sim do Julinho (Fuzari). Ele teve a ideia e a apresentou para que eu assinasse e não é assim que as coisas funcionam. Se você tem um projeto desses chama seu grupo para participar do processo de abertura e não fui chamado”, disse o tucano.

Fuzari rebateu a declaração do tucano ao informar que consultou o líder do PSDB, Juarez Tadeu Ginez, o Juarez Tudo Azul. “Além de consultá-lo, ele foi o primeiro a assinar o requerimento”, informou o popular-socialista.

Comenta-se que Minami teria um acordo com o Executivo para que questões polêmicas como a CPI dos uniformes escolares e a auditoria nas obras do Anexo II do Legislativo não avancem. Questionado sobre o assunto, o tucano desconversou e voltou a reclamar do fato de Fuzari não tê-lo chamado logo no início do projeto.

Julinho Fuzari informou que vai conversar com o presidente do PPS local, vereador Marcelo Lima, para encontrar uma forma de questionar o PSDB sobre sua atuação na Casa. “Queremos saber de que lado eles estão. Não é possível que um vereador de oposição não queira participar de algo tão importante como essa CPI”, comentou Fuzari.

Vereadores da base governista consideram que não há necessidade de investigação na Casa. “Não há necessidade de CPI, pois o Ministério Público já está investigando e os vereadores não ajudariam em nada. É nítido que a oposição faz isso por uma questão política”, opinou Mauro Miaguti (DEM).

O objetivo do requerimento oposicionista é instaurar a CPI para investigar suposto desvio de R$ 3 milhões da compra de kits de uniformes escolares entre 2010 e 2012. Segundo a investigação do Gaeco, funcionários públicos estariam envolvidos no caso. Fuzari disse que a oposição quer saber quem são esses funcionários e a qual escalão da administração pública pertencem.

Aprovado

A Câmara de São Bernardo aprovou por unanimidade o projeto do Executivo que cede seis áreas para a Secretaria de Segurança Publica do Estado de São Paulo, das quais duas para o Corpo de Bombeiros e quatro para a Policia Militar Metropolitana. O vereador Antônio Carlos da Silva, o Toninho da Lanchonete (PT), cobrou mais investimentos do estado na área. “Espero que isso melhore a segurança em São Bernardo, pois a situação não é das melhores”, opinou o petista.

 



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