Em um mês, 'De Braços Abertos' cadastrou 386 usuários de crack em SP | Diário Regional

Em um mês, ‘De Braços Abertos’ cadastrou 386 usuários de crack em SP

13/02/2014 14:16
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Por varrição de ruas e zeladoria de praças, participantes de projeto recebem R$ 15 por dia - Foto: JOSÉ LUIZ SECOM/PREFEITURA SPSÃO PAULO – Desde o ínicio do Programa De Braços Abertos da Prefeitura de São Paulo, há cerca de um mês, 386 usuários de crack foram cadastrados para participar do programa. A prefeitura contabiliza os cadastros feitos até o dia 7 de fevereiro.

Segundo números da prefeitura apresentados ontem (12), neste período as equipes da Secretaria Municipal de Saúde fizeram 3.164 abordagens a usuários na região da Cracolândia, no centro da capital paulista. Desse total, 355 pessoas tiveram atendimento médico, 280 foram encaminhadas para serviços de saúde, 1.550 foram abordadas em hotéis e 979 nas tendas da prefeitura.

Lançado no dia 14 de janeiro, o programa busca atender aos dependentes oferecendo auxílio financeiro, moradia, trabalho e capacitação profissional. O programa da prefeitura acolhe dependentes químicos em hotéis da região central e oferece uma bolsa para que eles trabalhem por quatro horas por dia no serviço de limpeza de ruas, calçadas e praças no centro da cidade. Cada usuário recebe um salário mínimo e meio, que inclui os gastos com alimentação, hospedagem, além de R$ 15 por dia de trabalho.

Na tarde de ontem, representantes do governo federal e da prefeitura se reuniram na sede do governo paulistano, no Viaduto do Chá, no Centro da Capital, para avaliar os resultados do programa. A reunião foi acompanhada pelo secretário nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça Vitore Maximiano.

“O Programa De Braços Abertos está em consonância com o Programa Crack, é Possível Vencer, do governo federal, com oferta de serviços na área de prevenção, cuidados e enfrentamento contra as drogas. De modo que nossa avaliação é bastante positiva: (o programa) envolve inclusão social, oferta de espaços digno de acolhimento e projetos com oferta de recursos para a profissionalização e expectativa de que as pessoas consigam um processo exitoso de recuperação da dependência química”, disse Maximiano, em entrevista ontem.



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