Moradores de favelas levam mais tempo para chegar ao trabalho | Diário Regional

Moradores de favelas levam mais tempo para chegar ao trabalho

12/02/2014 10:50
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Distância dos centros agrava condições de vida desses munícipes, afirma especialista - Foto: ArquivoA pesquisa Áreas de Divulgação da Amostra para Aglomerados Subnormais produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que traça perfil dos moradores e dos domicílios existentes em assentamentos irregulares, favelas, comunidades de baixa renda ou invasões de Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá revela que para os moradores dos aglomerados, o tempo de percurso entre o trabalho e a casa é maior do que para os habitantes de outras regiões.

Considerando as quatro cidades, 39,4% dos que residem em favelas levam entre 31 e 60 minutos no trajeto. Entre os moradores de outros locais, a proporção é de 34,4%. O especialista em análises geográficas do IBGE Jefferson Mariano explica que os dados possibilitam comparações importantes no que se refere às condições de vida dos residentes nos aglomerados subnormais em contraste com os residentes nas outras áreas da cidade.

“Aspectos como características da ocupação das áreas, política de mobilidade viária e dinamismo da economia das cidades ajudam a explicar o motivo pelos quais, de modo geral, os residentes nos aglomerados normais levam mais tempo para se deslocar para seus locais de trabalho”, declarou.

“Em Santo André e São Bernardo observamos que para os moradores das favelas a maior parcela da população levava entre meia e uma 1 hora para se deslocar ao trabalho, ao passo que nas outras áreas prevalecia o tempo inferior a meia hora”, detalhou. “Nessas duas cidades, as áreas correspondentes aos aglomerados subnormais estão concentradas nas regiões mais distantes do centro do município. Além disso, caracterizam-se por aglomerações maiores, ou seja, são mais concentradas”, completou.

Mariano destaca, também, que em função do dinamismo da economia dessas duas cidades, já ocorrem problemas relacionados a mobilidade viária semelhantes ao que se observa nas grandes capitais. “Ou seja, nesses municípios já existe número relevante de pessoas levando mais de uma hora para se deslocar ao trabalho”, pontuou.

Pouca diferença

Em Diadema não há diferença significativa no que se refere ao tempo de deslocamento entre os aglomerados e as demais áreas do município. “Os aglomerados estão mais dispersos no município, desse modo, nos dois casos, a maior parcela dos deslocamentos localiza-se na faixa até 30 minutos”, afirmou.

Mauá é a cidade que apresenta a maior parcela de residentes que gasta entre 60 min e 120min para se deslocar ao trabalho. “Isso ocorre por que neste município é grande o número de pessoas que trabalham em outra cidade”, explicou.



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