Campos certamente terá votos dos sem-terra, diz Stedile | Diário Regional

Campos certamente terá votos dos sem-terra, diz Stedile

09/02/2014 7:31
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Stedile: “certamente vai ter muita gente da nossa base”. Foto: ArquivoTradicionalmente alinhado ao PT, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) “certamente” terá muitos de seus militantes votando no governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para presidente da República em outubro. A avaliação é de João Pedro Stedile, da coordenação nacional do movimento.

“Na região de Pernambuco, na Paraíba, onde (governador de Pernambuco) tem influência, certamente vai ter muita gente da nossa base, do MST, que vai votar no Campos”, disse Stedile.

Para o dirigente, apesar das críticas públicas que o também presidente do PSB vem fazendo à gestão de Dilma Rousseff, sua candidatura representa o mesmo “projeto neodesenvolvimentista” da petista, que disputará a reeleição.

O PSB rompeu aliança nacional com o PT em setembro passado, depois de ter apoiado os governos de Lula e Dilma durante dez anos. O líder sem terra considera que Campos tem direito a pleitear a disputa do Planalto, “como qualquer cidadão”.

Stedile esteve em São Paulo para divulgar o 6º Congresso Nacional do MST, que terá início amanhã, em Brasília. O evento deve reunir cerca de 15 mil participantes, além de 200 delegados de movimentos sociais do exterior.

No congresso, o MST pretende apresentar uma proposta de “Reforma Agrária Popular”, baseada não apenas na distribuição de terra, mas também na reivindicação ao aumento do número de escolas rurais e de estímulo a cooperativas agroindustriais.

Em entrevista coletiva, Stedile disse que o movimento tem “obrigação” de criticar a política agrária da administração federal. “O governo Dilma foi bundão para reforma agrária, não teve coragem de fazer desapropriação. Nos oito anos do Lula, a média era de 80 mil famílias (assentadas) por ano em áreas desapropriadas. Nos três anos da Dilma, a média foi 30 mil, porém a metade foi em projetos de colonização na Amazônia. Em área desapropriada mesmo, foi 15 mil. O governo sabe que está em dívida conosco”, afirmou.

Depois da coletiva,  falou sobre as eleições deste ano e ironizou a possibilidade de o empresário do setor sucroalcooleiro Maurilio Biagi Filho, filiado ao PR, ser indicado como vice do ex-ministro e pré-candidato petista ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha. “(O ex-ministro) está se aliando com a parte falida do agronegócio, porque os poderosos do setor sucroalcooleiro são as empresas transnacionais: a Bunge, a Cargill, a Shell.”

 

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