João Paulo Cunha renuncia ao mandato | Diário Regional

João Paulo Cunha renuncia ao mandato

08/02/2014 10:38
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João Paulo foi condenado por ter recebido R$ 50 mil do mensalão - Foto: Agência CâmaraPreso em Brasília por seu envolvimento com o esquema do mensalão, o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT-SP) renunciou ontem (7) ao mandato parlamentar, por meio de carta à direção da Casa.

A carta foi entregue à noite à Secretaria-Geral da Câmara e distribuída, depois, pela liderança do PT. No texto com duas frases e uma citação literária, o petista diz que deixa a Câmara “com a consciência do dever cumprido”.

Condenado a nove anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, João Paulo disse várias vezes nos últimos meses que não renunciaria e iria até o fim para manter o mandato. Repetiu, no ano passado, em discurso no plenário da Câmara e repetiu em carta aberta divulgada após a expedição de sua ordem de prisão, no início da semana.

“Estou preparado para o legítimo julgamento do plenário da Câmara dos Deputados. Onde provarei, novamente, que não pratiquei nenhuma irregularidade, sendo inocente em relação aos crimes dos que sou acusado.”

Ex-presidente da Câmara entre 2003 e 2005, João Paulo queria manter o mandato, mas era pressionado dentro do próprio PT a renunciar. Com a decisão, evita o desgaste político que um processo de cassação na Câmara criaria para ele e seus ex-colegas, que seriam obrigados a julgá-lo em plenário sem a proteção do voto secreto, abolido no ano passado.

Assim como João Paulo, todos os deputados condenados no processo do mensalão renunciaram ao mandato para evitar o processo de cassação. Antes dele, o petista José Genoíno, Valdemar Costa Neto (PR) e Pedro Henry (PP) tomaram a mesma medida.

João Paulo foi condenado por ter recebido R$ 50 mil do mensalão, esquema que destinou milhões de reais a políticos que apoiaram os petistas no início do governo do ex-presidente Lula.

O STF concluiu que João Paulo recebeu o dinheiro como propina para contratar uma agência de publicidade do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, o operador do esquema.



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