Crítica de Padilha sobre segurança é 'debate eleitoral', afirma Alckmin | Diário Regional

Crítica de Padilha sobre segurança é ‘debate eleitoral’, afirma Alckmin

07/02/2014 8:00
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SÃO PAULO – O governador Geraldo Alckmin (PSDB) classificou ontem (6) como “eleitorais” as críticas do ex-ministro da Saúde e pré-candidato do PT ao governo do Estado, Alexandre Padilha – que, em entrevista à Folha de S.Paulo, fez críticas à política de segurança do Estado e disse que o PCC é uma “criação dos 20 anos de governo do PSDB”.

Questionado sobre a declaração do petista, Alckmin disse: “Eleição, só no segundo semestre. Debate eleitoral tem sua hora”. O tucano recusou-se a fazer outros comentários sobre Padilha, seu futuro adversário na disputa estadual.

Para interlocutores do Palácio dos Bandeirantes, uma resposta direta de Alckmin alçaria Padilha ao patamar do governador na disputa e aumentaria a exposição do petista, ainda pouco conhecido do eleitorado.

Nas palavras de um auxiliar de Alckmin, o governo quis evitar que o petista fosse levado pelo governador ao “centro do ringue”. O PSDB escalou o presidente estadual da sigla, deputado federal Duarte Nogueira, para rebater o petista.

“Ele (Padilha) quer discutir a segurança pública fazendo acusações ao Estado sem mostrar a quem serve: a um governo que investe dez vezes menos do que São Paulo investe em segurança pública per capita”, disse Nogueira.

Segundo o dirigente tucano, o governo federal investe por ano em segurança R$ 40,61 per capita, contra R$ 381,35 do governo estadual.

Nogueira atacou a gestão de Padilha no Ministério da Saúde – cargo que o petista ocupou até o início da semana. “Queria que falasse um pouco sobre a saúde: por que não reajustou a tabela do SUS (Sistema Único de Saúde), defasada há dez anos?”, questionou.

O tucano disse que, se o petista quer ser candidato, “tem de ter conteúdo e não pode ter submissão”. “Não pode vir debaixo da asa de alguns poderosos simplesmente travestido ou enfeitado de poste novo.”

A declaração faz referência a outros dois candidatos petistas escolhidos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – o prefeito da Capital, Fernando Haddad, e a presidente Dilma Rousseff, que a exemplo de Padilha nunca tinham disputado uma eleição.



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