Criado no ano passado, G12 não acabou, diz Ramos em São Bernardo | Diário Regional

Criado no ano passado, G12 não acabou, diz Ramos em São Bernardo

07/02/2014 14:46
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Ramos: “O G12 ainda existe e sempre vai existir” - Foto: ArquivoCriado no ano passado em oposição ao então líder de governo na Câmara de São Bernardo, José Ferreira (PT), o G12 – grupo de 12 vereadores de partidos da base governista, menos o PT – “não acabou”. Ao menos é o que garantem alguns vereadores que compõem o bloco. Seu líder, Ramon Ramos (PDT), negou que o grupo esteja rachado devido à possível saída de três integrantes – Fábio Landi (PSD), Gilberto França (PMDB) e Reginaldo Ferreira da Silva, o Reginaldo Burguês (DEM).

“Fiquei sabendo da saída dos três (vereadores) pelos jornais, mas até agora não houve conversa em torno disso. O G12 ainda existe e sempre vai existir, pois é a representação do grupo de vereadores que dão apoio ao prefeito Luiz Marinho, mas que não fazem parte do PT”, afirmou Ramos.

Gilberto França também desmentiu a informação. “A questão é que não tivemos mais reuniões para discutir nossos projetos. Então a informação deve ter surgido por causa disso, mas também não sei o que está acontecendo”, afirmou o peemedebista.

Segundo Ramon Ramos, que também é vice-líder de governo, função que divide com João Batista (PTB), o grupo pretende se reunir para discutir suas diretrizes e seu posicionamento para este ano, bem como para saber quem vai ou não seguir no bloco. Ainda não existe data para o encontro, que poderá acontecer hoje (7) ou na próxima segunda-feira.

Bastidores

A informação das saídas de Fábio Landi, Gilberto França e Reginaldo Burguês do grupo surgiu no fim do ano passado. Os parlamentares estariam satisfeitos com o Executivo e com o atendimento as suas demandas pela equipe do prefeito Luiz Marinho.

Os rumores aumentaram após a divulgação da informação de que a esposa de Reginaldo Burguês, Flávia Soares de Souza Silva – que trabalha na administração – teria sido realocada para um cargo comissionado. Flávia exercia a função de agente de assuntos governamentais e desde de 1º de novembro de 2013 foi realocada para a Secretaria de Obras. Além disso, seu salário teria sido aumentado de R$ 3.620,57 para R$ 5.515,20. O vereador democrata foi procurado para comentar o caso, mas não foi localizado.

O G12 foi criado em outubro do ano passado, após desentendimentos com José Ferreira. O grupo argumentava que seus projetos de lei e requerimentos esbarravam na prioridade dada às matérias do Executivo e de parlamentares petistas.
Desde o início da crise, o G12 deixou claro que não existia atrito com o prefeito Luiz Marinho, nem com o secretário de Governo, José Albino, responsável pela articulação entre a prefeitura e a base aliada na Câmara. Albino, inclusive, teve de acompanhar algumas sessões para evitar que importantes projetos de autoria do Executivo fossem barrados pela base de sustentação.

A oposição aproveitou o momento de turbulência para tentar barrar alguns projetos, como o novo Estatuto do Magistério e a concessão do espaço Vera Cruz à iniciativa privada, mas o G12 demonstrou lealdade ao governo Marinho e ajudou na aprovação das matérias.

 



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