Sob tensão, Corinthians pega o Bragantino | Diário Regional

Sob tensão, Corinthians pega o Bragantino

05/02/2014 9:46
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Guerrero e Mano Menezes:  os primeiros minutos são importantíssimos - Foto: Daniel Augusto Jr/Agência CorinthiansPara superar a crise e reduzir os protestos da torcida, Mano Menezes quer um gol no começo da partida contra o Bragantino, hoje (5), às 22h, no Estádio do Pacaembu. Os primeiros minutos serão importantíssimos. O Corinthians terá a zaga reserva. Gil e Paulo André foram expulsos contra a Ponte Preta, no último domingo, e cumprem suspensão automática. Cleber e Felipe jogam em seus lugares.

Apesar de o diretor de futebol do Corinthians, Ronaldo Ximenes, garantir que o clima no elenco é bom, há tensão. Listas de discussões, em redes sociais, divulgam modelos e placas dos veículos de vários atletas. Mano escondeu da imprensa boa parte do treinamento de ontem, no CT. Quando abriu, os atacantes praticavam finalizações para o gol. Nenhum deles concedeu entrevista à imprensa.

Mano quer que a partida desta noite seja o reencontro do Corinthians com o que chamou de “torcedor de bem”. “É a maioria, mas não vamos ser ingênuos e achar que eles (os invasores) não são torcedores. São, sim”, analisou. O técnico admitiu que, contra a Ponte Preta, 32 horas após a invasão ao centro de treinamento (CT), a equipe teve menos vontade de vencer.

O técnico não confirmou se Alexandre Pato, alvo preferencial dos torcedores organizados, será titular. Questionado sobre se existe clima para o atacante continuar no clube, Ronaldo Ximenes pensou por alguns segundos antes de dizer: “Vamos esperar um pouco”.

Os dirigentes não sabem se é possível fazer a torcida aceitar Pato. Ao mesmo tempo, não sabem o que fazer com o atacante. A janela de transferências para a Europa fechou em 31 de janeiro.

Fracasso

Os jogadores do Corinthians afirmaram ontem que ir a campo para enfrentar a Ponte Preta no domingo, um dia após a invasão do CT por torcedores, foi um “fracasso”. Segundo os atletas, o elenco recuou da decisão inicial de não disputar a partida “por causa dos riscos contratuais do clube com os patrocinadores, com a Federação Paulista de Futebol, com a TV Globo e em respeito à verdadeira torcida corintiana”.

“Admitimos nosso fracasso dentro de campo nos últimos meses e admitimos o fracasso ainda maior por ir a campo no último final de semana quando, na verdade, poderíamos ter dado um basta a essa situação e chamado a atenção de todo o país, das autoridades, dos clubes e dos organizadores dos campeonatos para uma tragédia que há de acontecer se nada for feito para estancar a violência em todos os níveis do futebol”, diz o elenco em nota oficial publicada ontem, no site do clube.

Mano é contra greve articulada pelo sindicato de jogadores

Mano Menezes falou sobre quase tudo na tarde de ontem (04), no CT do Parque Ecológico. Faltou apenas um assunto: a partida de quarta-feira à noite, contra o Bragantino, no Pacaembu.

A invasão de integrantes de torcidas organizadas, na manhã do último sábado, monopolizou o discurso do treinador. Ele se posicionou contra a possibilidade de greve dos jogadores na rodada de final de semana.

“Eu não sou a favor de greve, não. Mas respeito quem acha o contrário. Não gosto de campanha de radicalismos. Campanha, geralmente, cria monstros. Todo mundo aponta soluções mágicas, você vai atrás dela e aumenta o problema. Você pode dar um passo muito largo numa hora dessas e descobrir que pode não ser bom. A discussão está começando”, pregou o treinador.

Em nota, o elenco corintiano sinalizou apoio à greve organizada pelo Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo.

 



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