Mais de 630 famílias aguardam remoção de áreas de risco no ABC | Diário Regional

Mais de 630 famílias aguardam remoção de áreas de risco no ABC

05/02/2014 10:45
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Santo André é a cidade com maior número de famílias a serem removidas - Foto: ArquivoApenas 125 famílias foram removidas de áreas de risco no ABC desde dezembro, do total de 638 que estão aguardando remoção. Os dados completos foram divulgados na reunião de ontem (04) do Consórcio Intermunicipal do ABC. Santo André é a cidade com o maior número de famílias a serem removidas, 322, com 18 remoções até o momento e 27 notificações.

Mauá vem em segundo lugar, com 52 famílias removidas de um total de 150, mesmo número de notificações. Diadema realizou cinco remoções de um total de 40 e 36 notificações. Em São Bernardo foram 48 remoções de 63, também com o mesmo número de notificações. Ribeirão Pires fez duas remoções dentre as 33 famílias a serem retiradas das áreas de risco, com 33 notificações. Rio Grande da Serra ainda não realizou remoções, mas possui 30 famílias para serem removidas e nove notificações.

“O número final é 638, considerando as alterações feitas por Santo André e Ribeirão Pires. Fiz um pedido para as cidades acelerarem as remoções, mas s estão razoáveis. Umas cidades estão bem, outras com ritmo mais baixo, mas isso é normal”, alegou o presidente do consórcio e prefeito de São Bernardo, Luis Marinho (PT). Segundo o presidente da entidade, não há prazo para a remoção total das famílias, com a conclusão do processo dependendo de cada município. O número foi atualizado com a mudança no número de famílias a serem removidas de 7 para 300 em Ribeirão Pires e 94 para 322 em Santo André.

Convênio

O consórcio aguarda fechar convênio com o governo estadual para auxiliar nas remoções e no pagamento do auxílio-aluguel às famílias. “Ainda não temos confirmação do Estado de qual pasta assinará o convênio. O governo tem de dizer qual é a área que será responsável. Disseram que seria a habitação, mas a informação ainda não chegou à secretaria. Então, estamos pedindo para a Casa Civil acelerar o trâmite das informações, para que a pasta responsável possa sentar com o consórcio e ver quando o orçamento estará liberado”, explicou Marinho.

Para o prefeito, a preocupação, no momento, é dar continuidade ao processo de remoção, assumir os primeiros meses de pagamento até que o convênio seja viabilizado. O Estado e os municípios dividirão os gatos a partir do nono mês.

Marinho destacou, ainda, que a reunião de ontem serviu também para discutir sobre oficinas realizadas no consórcio, sendo uma de drenagem, para fazer um mapa do problema na região e construir um plano, assim como foi feito com mobilidade, e interagir com o estudo do Estado, e a partir daí planejar a solução dos problemas de macrodrenagem na região.



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