Hospital Nardini passa a realizar teste da orelhinha | Diário Regional

Hospital Nardini passa a realizar teste da orelhinha

04/02/2014 10:29
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Equipamento diagnostica problemas auditivos precocemente e antecipa tratamentos - Foto: DivulgaçãoOs exames de triagem neonatal são fundamentais para auxiliar a identificação precoce de diversas doenças congênitas ou infecciosas do recém-nascido. Entre os exames está o teste da orelhinha, que possibilita mensurar e descobrir perdas auditivas leves ou severas. A técnica começará a ser aplicada esta semana em todos os bebês nascidos no Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini com resultado entregue na hora. A iniciativa de incluir o procedimento aos outros testes já disponibilizados (pezinho e coraçãozinho) faz parte da reestruturação feita na UTI Neonatal da unidade com respaldo à oferta de cuidado e acolhimento defendida pela nova gestão da Saúde em Mauá.

O exame chamado de Emissão de Otoacústica Evocada é o método mais moderno para diagnóstico de problemas de surdez nos primeiros dias de vida. A realização no próprio hospital oferece maior comodidade às mães, que não precisam mais ser encaminhadas à rede para marcação do teste. O investimento para aquisição do aparelho analisador de emissões acústicas custou à Secretaria Municipal da Saúde R$ 20 mil e foi financiado com recursos provenientes do governo federal, do Programa Viver Sem Limite da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Indolor

O teste da orelhinha é indolor, não invasivo e feito durante o sono natural da criança. Um objeto parecido com fone de ouvido é colocado por alguns segundos na orelha do bebê, emite sons de fraca intensidade e recolhe respostas que a orelha interna do bebê produz. Em seguida, o aparelho faz a impressão do resultado, que logo é entregue à mãe. “A realização do exame no próprio hospital, além de oferecer maior comodidade à mãe, evita que as crianças eventualmente faltem nos dias marcados. A técnica é importantíssima, inclusive, para auxiliar no desenvolvimento da linguagem e dos outros sentidos”, explica a fonoaudióloga do Nardini, Caroline Bono Gelati. A perda auditiva é uma das anormalidades mais comuns presentes no nascimento e, se não detectada precocemente, pode impedir o desenvolvimento cognitivo e da fala.

Vale lembrar que o exame não é o único procedimento utilizado para concluir o diagnóstico. Se o teste inicial acusar alguma deficiência auditiva, o mesmo procedimento é refeito em um mês. Se o problema persistir, a criança é submetida a exames complementares.

O teste da orelhinha é obrigatório e gratuito desde a aprovação da Lei nº 12.303, de 2 de agosto de 2010. O Conselho Federal de Fonoaudiologia recomenda que o exame seja realizado na maternidade, antes da alta hospitalar.



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