Para ser líder é preciso correr riscos | Diário Regional

Para ser líder é preciso correr riscos

16/01/2014 14:22
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A nova picape Ford F-150, 2015, apresentada no Salão de Detroit, é um bom exemplo de que a liderança do modelo mais vendido nos Estados Unidos, por 37 anos consecutivos, não é suficiente para a empresa se sentar sobre um resultado tão expressivo. Sempre é preciso mais.

Os verdadeiros líderes se destacam, principalmente, pela inovação. Foi o que aconteceu com Alan Mulally, em 2006, pelo inacreditável desafio de levantar fundos para a Ford enfrentar a crise econômica que se previa para dois anos mais tarde.

Ele decidiu penhorar todos os ativos da companhia, até o “oval azul”, e a Ford, como consequência, não precisou pedir ajuda ao governo para continuar seu negócio.

A manobra teve êxito e, hoje, a Ford está registrando lucros recordes e por isso arriscando novamente com o lançamento da nova F-150 equipada com ligas de alumínio de alta resistência, pela primeira vez introduzidas em cerca de 70% da carroceria da picape.

Dessa forma, foram eliminados cerca de 317 quilos do peso do veículo, (e não 700 como a Ford divulgou) o que permite aumentar sua capacidade de carga, assim como a aceleração e frenagem. O problema é que compradores de picapes são tradicionalistas e se eles optarem por um modelo de alumínio, será uma decisão que poderá revolucionar o mercado.

Para eles, a Ford introduziu tecnologia suficiente para tornar a nova picape uma parceira confiável e um verdadeiro escritório móvel, em conexão com o mundo. Além disso, a empresa sabe que há limites para a tomada de riscos. “Eles devem ser geridos no âmbito do que a organização pode tolerar, isto é, o que ela pode realizar, executar e entregar com um retorno positivo”, disse Bill Ford, presidente do Conselho da Ford, aos jornalistas, na abertura do Salão de Detroit.



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