Joeder Souza: ‘vou abrir concurso no Florestan’ | Diário Regional

Joeder Souza: ‘vou abrir concurso no Florestan’

10/11/2013 8:45
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Souza: “todos os cursos oferecidos atualmente possuem aulas sobre legislação”. Foto: Edu GuimarãesPresidente da Fundação Florestan Fernandes, em Diadema, Joeder Souza pretende abrir concurso público para a contratação de 15 professores que vão ministrar cursos profissionalizantes em Recursos Humanos e Administração. Em entrevista ao Diário Regional, Souza revelou que a tendência é que as vagas sejam preenchidas no segundo semestre de 2014, mas o edital para a contratação da empresa responsável deverá ser lançado assim que tiver resposta favorável da Secretaria Estadual de Educação. Com orçamento em torno de R$ 4 milhões, o presidente da instituição gasta mensalmente cerca de R$ 90 mil para manter os 32 cursos que são oferecidos aos 1,2 mil alunos (cerca de R$ 2.812,50 por curso). Porém, de acordo com Souza, a partir do ano que vem o orçamento será de R$ 5,5 milhões. O aumento foi pleiteado junto ao prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV).

Enquanto presidente da Fundação Florestan Fernandes, pretende realizar um concurso público para a contratação de professores?
Vou realizar concurso público para a contratação de um corpo docente. Houve concurso no passado, mas o Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) apontou falha, ou seja, não ouve direcionamento para a contratação de professores. Contrataram a parte administrativa e esqueceram o corpo docente. Nossa intenção é que haja curso técnico nas áreas de Recursos Humanos e Administração, porque queremos cursos em que as pessoas consigam rapidamente entrar no mercado de trabalho. São cursos em que as pessoas poderão trabalhar em qualquer lugar, em qualquer empresa ou comércio.

Quantos professores serão contratados no concurso?
Estamos pensando em uma média de 15 vagas para o corpo docente. Serão pessoas que vão atender tanto a parte profissionalizante, quanto a técnica. Posso oferecer os dois pontos com um mesmo professor e a tendência é que no segundo semestre do ano que vem as pessoas já estejam trabalhando aqui. Estou trabalhando no projeto político-pedagógico para apresentar à Secretaria Estadual de Educação, porque é responsável pela autorização do concurso.

Neste caso, a autorização não passa pela Secretaria de Educação de Diadema?
Neste caso, não. Você protocola o pedido na diretoria regional de ensino, que fica responsável por encaminhar ao Estado. Assim que recebermos o aval, vamos colocar o projeto em prática.

Haverá eleição no segundo semestre de 2014. Isso não pode emperrar o concurso público?
Uma coisa independe da outra. Não estamos falando de repasse de verba, mas de autorização para que possamos fazer o concurso. Com a liberação poderemos dar início às inscrições, elaborar os cursos. Enfim, dar início ao projeto. O que não pode acontecer é repasse de verba até alguns meses antes do período eleitoral. Já tive essa preocupação, mas o departamento jurídico nos disse que não há qualquer problema.

Qual o perfil dos atendimentos realizados pela Fundação?
Desde que entrei aqui, percebi que 87% dos atendimentos são destinados às mulheres. Estou preocupado com a situação da juventude, especificamente, do público masculino. Se não estão estudando na Fundação, a maioria está em outro rumo. Queremos implementar cursos para que possamos captar esses jovens. Também percebemos que com 16 anos é que as pessoas procuram um curso e, muitas vezes, com esta idade, os jovens já entraram em outros caminhos que acharam ser os certos. Quero mesclar os dois gêneros e não que os cursos sejam voltados apenas para um gênero.

E quanto aos cursos que são oferecidos pela Fundação Florestan Fernandes?
Em muitos dos cursos que são oferecidos aqui na Fundação, nossa preocupação é com a legislação. Por exemplo, no curso de eletricista a pessoa vai aprender sobre a (Norma Regulamentadora) NR-10. NA maioria das áreas a pessoa passará pela legislação, porque é preciso se atentar para este ponto. Não adianta ser apenas um profissional. É preciso saber o que a lei permite você fazer. Se eu não me atentar à legalidade do fato, fica complicado oferecer um curso. Todos os cursos oferecidos atualmente possuem aulas sobre legislação, mas também possuem aulas práticas. As pessoas precisam saber que é preciso obedecer às leis de cada área.

Quantos cursos são disponibilizados  no Florestan e qual a faixa etária das pessoas que os fazem?
Hoje, temos 32 cursos que são oferecidos às pessoas que têm desde os 14 anos, até a terceira idade. Temos senhoras de 80 anos que fazem o curso de informática básica e são a turma que menos há evasão. As senhoras começam o curso e vão até o fim, sem qualquer falta. Ao todo, são 1.200 alunos inscritos nos cursos.

Qual o orçamento previsto para 2014?
Conversei com o prefeito Lauro Michels (PV) e, no ano que vem, o orçamento vai saltar de R$ 4 milhões para R$ 5,5 milhões no ano que vem. Com o valor um pouco mais alto, poderemos oferecer qualificação melhor aos professores. O próprio prefeito disse que está preocupado com a qualificação profissional dos jovens e pediu para a gente investir nos jovens.

Ao todo, quanto a Fundação gasta com os cursos oferecidos?
Hoje, gastamos uma média de R$ 90 mil por mês (cerca de R$ 2.812,50 divididos entre os 32 cursos), mas no valor já está incluso todo o material didático, pagamento dos professores, enfim, tudo. Claro que alguns cursos são mais caros do que os outros como, por exemplo, os cursos de beleza. Em compensação, o curso de cabeleireiro, por exemplo, é o melhor para colocação no mercado de trabalho, porque a pessoa pode trabalhar na casa dela se não quiser abrir um salão de beleza ou trabalhar em algum lugar. Os cursos da área da beleza são os mais procurados aqui na Fundação.

Qual era a real situação da Fundação Florestan Fernandes quando você assumiu os trabalhos?
Não posso falar que estava ruim e desorganizado, porque não estava. Não é porque o pessoal anterior era de outro partido que vou dizer que estava ruim. Não tinha nenhum protesto com a questão econômica, por exemplo. Entretanto, o TCE tem apontado algumas irregularidades em convênios firmados em anos anteriores. Por isso, quero realizar o concurso público. Porque sei que o tribunal vai me questionar lá na frente. Porém, já avisei o pessoal do tribunal que vou firmar alguns concursos.

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1 Comentário

  • Palmeirense

    Mude também o nome desta fundação , pois este nome é coisa dos PT!

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