Trabalhadores da Petrobras de seis Estados encerram paralisação

24/10/2013 4:15
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Greve nacional da categoria teve início na quinta-feira passada - Foto: DivulgaçãoTrabalhadores da Petrobras em seis estados decidiram em assembleias encerrar a greve nacional iniciada na quinta-feira (17). Petroleiros e trabalhadores terceirizados aceitaram a proposta salarial oferecida pela empresa, de reajuste de 8,56%, além de outros benefícios. O sindicato exigia aumento de 12,86%. Em todo o país, a categoria se reúne em assembleias hoje e deve retornar às atividades normais a partir de quinta-feira, 24.

De acordo com o presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antonio de Moraes, os estados de Amazonas, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e algumas regiões do Rio de Janeiro, como a Refinaria Duque de Caxias, já realizaram assembleias e definiram o fim da mobilização. “Nós da diretoria acreditamos que avançamos muito em diversos itens da nossa pauta, mas são os trabalhadores que decidirão pelo fim do movimento”, avalia o sindicalista.

À noite, a Petrobrás divulgou nota informando que atividades da companhia “mantém-se em situação de normalidade, sem prejuízo à produção ou ao abastecimento do mercado”. Na proposta apresentada pela estatal, os trabalhadores também obtiveram ganhos nos benefícios de saúde e segurança do trabalho, segundo a FUP. Os trabalhadores também tiveram a garantia de que os grevistas não serão prejudicados pela empresa. Na avaliação de Moraes, a pauta sobre o leilão da área de Libra no pré-sal, também gerou avanços.

“Se não conseguimos evitar o leilão, pautamos o assunto na sociedade. Antes, praticamente não existia debate. O maior campo já descoberto no País e a sociedade não tinha conhecimento do processo. Outras áreas vão ser leiloadas, e é preciso que o povo participe”, avalia o presidente da FUP.

Moraes destacou ainda a criação de um Fundo Garantidor para funcionários terceirizados. O fundo terá recursos previstos nos novos contratos estabelecidos entre a Petrobrás e as empresas terceirizadas. O objetivo é garantir aos trabalhadores dessas empresas direitos trabalhistas equivalentes aos funcionários da estatal, como férias, décimo terceiro salário e adicional de periculosidade, além de outros benefícios. “Esses profissionais eram dispensados sem qualquer direito ao término dos contratos. Com esta questão, ajudamos a pautar a discussão sobre o Projeto de Lei 4330, sobre a terceirização, que leva a uma precarização do trabalho. Como categoria, temos força para pressionar o governo”, afirmou.

Paulínia

Os funcionários da Refinaria de Paulínia (Replan), no interior de São Paulo, também decidiram em assembleia na porta da unidade, voltar ao trabalho depois de sete dias parados. Cerca de 300 pessoas participaram da votação, segundo o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro). Dos presentes, 83% aceitaram a nova proposta feita pela Petrobras e 84% decidiram pelo término da greve.

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