Tragédia em S. Caetano: Caso será encaminhado para o MP até sexta | Diário Regional

Tragédia em S. Caetano: Caso será encaminhado para o MP até sexta

11/10/2011 10:15
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O 3º Distrito Policial de São Caetano recebeu na sexta-feira (07) os laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) referentes ao caso de D.M.N, aluno que baleou a professora em sala de aula e em seguida cometeu suicídio no mês passado.

Segundo a delegada encarregada das investigações, Lucy Mastellini Fernandes, o laudo do IML com o estudo do local e exames residuográficos não apresenta novidades.

O relatório do inquérito deve seguir para o Ministério Público até, no máximo, sexta-feira.

Foram ouvidas 25 pessoas e não há expectativa de encontrar outro posicionamento para encerrar o caso por meio do laudo do IC. “Nem sempre é possível conseguir todas as respostas. Só o menino sabe e levou o motivo com ele”, destacou.

O pai não será indiciado pelo porte de arma particular e nem por negligência, pois, segundo a delegada, “já foi suficientemente punido com a perda do filho”.

Na última semana foram ouvidos oito colegas e amigos do menino, e todos relataram, de acordo com suas impressões, que o aluno fez o disparo por acidente e era uma boa pessoa. A opinião é partilhada pela psicóloga que foi entrevistada pela polícia. Acredita-se que D.M.N. pegou o revólver do pai para chamar atenção na sala de aula, disparou sem querer contra a docente – foi relatado que não mirou -, ficou sem saída e, ao pensar na consequências, tirou a própria vida.

Fim do medo – A maior parte das crianças envolvidas na hora da tragédia passa por atendimento psicológico oferecido pela prefeitura. A aluna do 9º ano Beatriz Arroyo e a irmã mais nova estudam no mesmo período em que houve a tragédia e não viram necessidade de passar por psicólogos. Ainda segundo a estudante, a rotina da EME Profª Alcina Dantas Feijão já voltou ao normal. “Graças a Deus as crianças não estão mais assustadas, e o clima na escola melhorou”, destacou.

O irmão de D.M.N, Gleison Mota Nogueira, já retornou às aulas e a família segue recolhida até o pai do menino, Milton Evangelista Nogueira, obter o perdão judicial e seguir com suas atividades de Guarda Civil Municipal em São Caetano. A professora que levou o tiro, Rosileide Queiros de Oliveira, não pretende voltar a ministrar aulas, mas como o caso ainda é recente, a família acredita que esta decisão pode mudar.



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